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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Obrigada

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
DAS POSSIBILIDADES

Se a chuva passar e as barragens pararem de cair entre a nossa estrada
Se amanhã o sol resolver iluminar o meu dia
Se a ponte que me leva até você não se partir
Se os deuses conspirarem ao nosso favor
Quem sabe assim a gente um dia volte
Porque no momento presente, não vejo espaço para o nós além daqueles que atamos.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
SOBRE MINHA ESCRITA [2]
Não tenho obrigações com o tempo. Escrevo o que me acontece e o que me faltou acontecer. Escrevo como gostaria que tivesse sido. Coloco vírgulas e pontos onde bem entendo. Volto ao passado e no instante seguinte já estou em meu futuro. Não tenho compromisso com a verdade. Não faço jornalismo. Não relato fatos. Minha única obrigação diz respeito aos meus sentimentos.-=Þëqµëñä Þö놡zä=-
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Afetos Fragmentados

O primeiro senso é a fuga.
Bom...
Na verdade é o medo.
Daí então a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude
uma alteridade disfarçada...
Inquilina de todos nossos riscos...
A juventude plena e sem planos... se esvai
O parto ocorre. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias
Flagelo-me
Exponho cicatrizes
E acordo os meus, com muito mais cuidado.
Muito mais atenção!
E a tensão que parecia não passar,
“O ser vil que passou pra servir...
Pra discernir...”
Pra pontuar o tom.
Movimento, som
Toda terra que devo doar!
Todo voto que devo parir
Não dever ao devir
Não deixar escoar a dor!
Nunca deixar de ouvir...
com outros olhos!
(Amadurescência – Fernando Anitelli)
Obrigada

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Afetos Fragmentados

PSICANALISTA
O que você faz é bom.
POETISA
E se for? Basta? Ser bom é pouco.
PSICANALISTA
Você é muito boa.
POETISA
Ainda é pouco. Eu não me contento comigo mesma.
PSICANALISTA
(Lê atentamente o que ela lhe deu.) Isto é... muito bom.
POETISA
Não dá. Minha ambição me sufoca. Eu conheço o extraordinário. (Sai repentinamente)
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
SOBRE O OLHAR
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
DO QUE QUERO DA VIDA

Quero um mundo de carrossel. Montada num cavalo com o vento nos cabelos e um fundo musical contente. Algo bem próximo do que penso da felicidade.
Quero uma história simples, sem muitas vírgulas e pontos finais, mas que tenha muita exclamação. Sem muitos cenários e grandes heróis, apenas simples camponeses.
Quero cores não planejadas, fruto de experiências nunca vivenciadas e que não poderão jamais ser copiadas. A aquarela toda se refaz.
Quero assim algo original, que não se pareça com nada que já tenha acontecido antes, que vejam e pensem: “É tinha que ser ela”.
Quero que no fim entendam que aquilo que tinha pra mim como riqueza, só tinha valor na minha história no enredo que eu criei. Que no fim de tudo eu fui feliz.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Afetos Fragmentados

A mesma oca cheia de sal
O sal do mar e a luz
Pequenos olhos - Cibelle
Obrigada


sábado, 24 de janeiro de 2009
VIDA ONÍRICA

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
SOBRE A MINHA SAUDADE
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
BRINCADEIRA DE CRIANÇA
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
PONTO FINAL
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
TEM ALGUÉM AÍ?
Parada. Estou parada. E o que mais me incomoda nesse estado é que eu poderia continuar ou descer e fazer outro caminho. Mas não. Eu estou parada e simplismente só. Parada não no sentido de reflexão. Parada no sentido de nada a se fazer. Sem movimento. Sem ação. Nem masturbação mental tenho praticado ultimamente. Besteira total essa coisa. Eu preciso de incomodação, de inquietação, de amolação, de encheção de saco. Preciso de tudo aquilo que me tire dos eixos. Porque anda tudo parado e não é pra balanço é pra acomodação mesmo. Tá tudo tão bem acomodado que num levanta uma palha pra se mover. E desde quando o mundo é perfeito que assistir novela num comove mais? Pois é até isso veio a calhar. Anda tudo num estado de dormência, mas nem o furmigamento eu tenho sentido. Nada. Nada. Nada. Nem barulho de grilo. Nem canto de cigarra. Está tudo morto.sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
INSTANTES DEGRADÊ

Havia desde as cores mais vivas até as mais pálidas.
Momentos nos quais a intensidade era tanta que não me deixava ver.
Em outros não via pela falta de vida.
Eram momentos e momentos.
Cada instante num respirar mas carregado de tudo.
Tudo passava como se o momento seguinte não dependesse do que passou.
O fato é que eram momentos unos
Não havia relação de dependência
Era como se tudo fizesse parte de tudo
Com cores diversas
Momentos espaçados
Sentimentos extrapolados
Ás vezes tão quente
Ás vezes tão frio
Ás vezes tão vivo
Ás vezes tão morto
Mas junte todos os ás vezes numa só.
Numa sensação...
Sem espaço...
Sem tempo...
Sem duração...
Não era ora um, ora outro.
Era tudo junto em instantes degradês.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
SOBRE MINHA ESCRITA

Tenho sido repetitiva. Vejo o mesmo que tecla, tecla, tecla. As mesmas dores, os mesmos anseios, os mesmos medos. Arre! Alguém avise pra essa menina que é hora de crescer. O mundo evolui sempre. As coisas andam, seguem em frente, vão à diante. Não se pode sempre ficar. É preciso aprender a partir. Acabar as coisas. Estabelecer pontos finais. Há essa ordem de começo, meio e fim. Não se pode sempre estar no começo ou no meio. É preciso que haja o fim pra que outras coisas possam começar. O começo é vida, é intensidade, é fervor. É bom ficar preso a ele, pois tudo sempre tem cara de novo. O meio muitas vezes pode ser monotonia e momentos sem emoção. Por achar que já se sabe tudo. Mas pode ser segurança de saber onde está. De saber o que percorreu. Já não é mais começo, então já não se é tão inocente, mas também não é o fim, então ainda tem o que se viver. O fim? Esse é tormento. É tortura. Pois te leva a perspectiva do nada. Do vazio que pode ser o que quiser. É muito difícil essa total liberdade de poder se preencher de todas as cores do mundo. A aquarela das mais infinitas cores em sua mão para pintar a tela em branco que você voltou a ser. Começar do nada. Do zero. Um novo sonho de existência. É, o fim assusta.
Fiz contornos, rodeios e mudei de assunto. Como sempre faço. Como sempre vivo. Mas a verdade é que não gosto do que escrevo. E isso é um fato não uma constatação.
domingo, 11 de janeiro de 2009
ARDOR DE FERIDAS

sábado, 10 de janeiro de 2009
COISAS QUE O TEMPO FAZ

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
SOBRE O QUE SE ESVAI
Vejo você escorrer entre meus dedos e sinto que estou te perdendo. Me vejo fraca e sem forças pra lutar. Na verdade nem sei se quero essa tal luta. Comprar briga por algo que já nem sei se quero mais pra mim. Talvez por isso deixei nosso amor dissolver. De sólido ficou líquido. Agora está a ponto de evaporar. Tenho medo do nada. Tenho medo de depois do tudo que vivemos reste só o vazio do não ter. Do não se querer. Do não lembrar porque um dia estivemos juntos. Nos reste apenas as não lembranças de fatos que vivemos. Do que um dia prometemos ser pra sempre. Do que hoje talvez não nos reste nem passado na lembrança.quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
PRIMEIROS PASSOS

terça-feira, 6 de janeiro de 2009
EU QUE NEM SEI...

Eu que nem sei de meus gostos tenho querido saber os seus.
Eu que nem sei de mim...
Eu que não sei nada de mim...
Quero tudo.
Tudo o que vem de você.
Como se ao descobrir quem tu és descobriria sobre mim.
Como se você fosse minha própria identidade.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
A FUNDO
Tenho me escorrido por entre rachaduras do chão. Me deixado penetrar no centro de tudo. Ido bem fundo além do que qualquer um foi. Só pra sentir o calor... o fervor... do perigo. Só porque ninguém foi e ninguém viu. Só porque o novo me excita, me instiga, me impulsiona. Me faz viver.sábado, 3 de janeiro de 2009
PARADA NO TEMPO
Eu já perdi as contas de quantas bocas me perdi procurando a sua. Procurando teu gosto. Teu beijo. Você disse que tudo ficaria bem que cada um seguiria seu caminho. Mas eu nunca fiquei bem e será que você sabe disso? Você seguiu em frente me deixando pra trás e eu ainda estou aqui no mesmo local que você me deixou. Não que esteja a sua espera, mas é que não consegui me mover. Desde aquele dia minhas pernas ficaram paralisadas, enquanto que você parece que ganhou mais força para continuar. Eu queria saber o que sente quando ouve falar meu nome. Queria saber o que pensa ao meu respeito. Talvez se vanglorie de fatos e acontecimentos e sinta-se mais viril ao saber que ainda estou só. Arre! O que há com meu relógio do tempo? Há anos está quebrado e nada do que eu faça parece concertá-lo. Desde que parou marca a mesma hora e é como se meus dias fossem todos iguais. Ando a repetir gestos e sentimentos e não aprendo mais nada. Mundo insano que criei pra mim. Repetem-se os dias, as horas, os meses, os anos. E tudo é sempre tão igual. segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
SOBRE ARMÁRIOS E SI MESMO

sábado, 27 de dezembro de 2008
PROMESSAS
Prometeu-me o mundo e nem o pó da estrada pôde me dar.Prometeu-me o oceano e não me deu mais do que poças de lama após longas tempestades.
Prometeu-me o sol e não me deu se quer uma estrela pra meu mundo brilhar.
Prometeu-me todas as flores do mundo e nem ao menos um botão de rosa recebi.
E eu apenas pedi que me amasse.
-=Þëqµëñä Þö놡zä=-
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Afetos Fragmentados
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
ESCULTURAS DE GELO
Corpos frios e gelados é o que temos sidoOlhares frígidos sem expressão de afetos calorosos
Palavras de conveniência
Comentários inexpressivos
Morte em vida a dois
Uma espécie de contrato inquebrável
Nos parece impossível um adeus
Mesmo que a dor desse adeus seja menos danosa à que sentimos agora
Universo sem graça que criamos pra nós
O costume cristaliza corpos
Pára o mundo
Petrifica o tempo
Nos separar é como se nos quebrássemos em vários cacos
É morrer
Mata-se o que já está morto pra buscar vida
Reunir os cacos e buscar ressurgir
Reiventar-se buscando não o que se foi mas algo de novo
Entender que os cacos não precisam ser colocados nos mesmo lugares
Permitir buracos em busca de completude
Se dar novas formas
Se refazer
Se recriar
Num processo autopoiético
-=Þëqµëñä Þö놡zä=-
sábado, 20 de dezembro de 2008
Devaneios Meus
Procuro palavras, mas elas não vêm. Não vem. Não vem. Pesco cada letra tentando encaixa-las num enredo certo, correto e preciso. Mas tudo tem parecido pequeno e não bastante enquadrável naquilo que quero expressar. Faltam palavras e argumentações. Tudo tem sido pouco e quase nada. Não quero ter que regular a voltagem das coisas ao que preciso. Quero que ou esteja pronto ou que eu possa reinventar uma nova voltagem para mim. O que não existe eu invente. Deixa eu ferver a 6000º. Quero expelir tudo do núcleo do meu ser. E virar se não lava de vulcão. Não. Não. Pra que estética? Pra que condensar sentimentos em palavras classificáveis esteriotipadas? Não me venha falar de modelos, regras e leis. Moral? Ah me poupe sobre esses subterfúgios de um mundinho reprimido e escroto que não consegue ser o que se quer e julga o outro. O que é a moral se não o espelho repressor de tudo aquilo que você queria ser e não tem coragem. -=Þëqµëñä Þö놡zä=-
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
SOBRE QUERERES
Não, eu não quero o certo, o correto, o previsto. Não, eu não quero a precisão do destino que protege, que abriga, que nos impede de experimentar. Não, eu não quero a mesma precisão do destino que condena, que pune, que fere. Se for pra me ferir e me machucar que seja por mim mesma. Quero sangrar até a ultima gota. Fazer exposição da minha carne viva. Quero chocar e estremecer. Mas que não seja dito que foi o meu destino e sim que foram minhas escolhas. Eu quero sentir vida em mim, sentir tudo estremecer e ferver. Quero ardência em cada parte do meu corpo e se for preciso me queimar, então que assim seja. Chega de sentar na janela do trem e ver a vida passar como se eu não tivesse nenhum tipo de controle sobre ela.sábado, 13 de dezembro de 2008
MULHER FERIDA
Pinga cada gota de sangue deixando rastros, passos e compassos. Ela que sangrava já nem sentia. Há dias a ferida aberta exposta, esperando talvez que alguém notasse. Ou não esperando nada apenas já não se sentia viva o bastante para cuidar dessa ferida. Devido ao seu estado de não-vida, já não podia sentir as fagulhas que dilasceravam seu corpo. Apenas estava sendo sem saber o que se era. Subindo os degraus da catedral parou diante do ultimo e entrou de joelhos. Dizia palavras e frases desconexas. Rogando por ajuda as preces eram sem nexo aos ouvintes de fora dela. Já não se lembrava das orações que havia aprendido quando criança então não ousou parafraseá-las, preferiu simplismente falar. Deixou que seu coração trouxesse as palavras do fundo de sua alma. Encharcada de lágrimas, sangue e desespero ficou ali a noite toda diante do pai, buscando lavar o resto sórdido de alma que ainda existia em si. Não buscava ajuda para um futuro, não buscava força para viver. Clamava apenas o perdão. No fim da madrugada, já amanhecendo ouvia-se os primeiros carros e ônibus nas ruas da metrópole. Levantou-se serena, a ferida já havia entrado no processo inflamatório, havia muito pus, estava bem inchada e ainda escorria sangue. Saiu da catedral e olhou a rua e os carros passando como flechas em sincronia. Poucas pessoas na rua, porém ninguém a olhava, era invisível a todos. Mesmo no seu estado de podridão, não tomava banho a dias o que fazia com que exalasse um odor desagradável. Ainda a olhar o movimento dos carros, foi andando calmamente em direção a rua e deixou que um deles a levasse em direção ao poste de um quarteirão depois da catedral. Era sua ultima tentativa de sentir a vida.sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
NADA NÃO...
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Afetos Fragmentados

O universo é negro, sobretudo de noite.
Não tenho eu dores de dentes nem calos, e as outras dores passam.
Com as outras dores fazem-se versos.
Com as que doem, irrita-se.
A constituição íntima da poesia
Ajuda muito...
(Como analgésico serve para as dores da alma, que são fracas...)"
(Álvaro de Campos)
sábado, 6 de dezembro de 2008
DESABAFO
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
PRECE
-=Þëqµëñä Þö놡zä=-
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
BURACOS
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
FERIDA ABERTA
domingo, 30 de novembro de 2008
ALQUIMIA
Daquele tipo que te pega por trás e sem pedir licença te rouba sua essência e penetra em você. Ficam ali a brincar com suas línguas enrolando uma na outra. Ora eu em você. Ora você em mim. Ora nós dois em nós. Mordidas leves e brutais nos lábios, daquele tipo que te suga até o que te falta. Brigando de espadas com suas línguas úmidas de licor de menta. Fez arder. E já não se sabia se era por conta da menta ou se era o fogo que saia de seus corpos. Ou se foi a própria alquimia dessa mistura quente que os fez entrar em combustão. Toda a pista pegou fogo e só se viu chamas no lugar.
-=Þëqµëñä Þö놡zä=-
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
PASSAGEIRA
terça-feira, 25 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
PEDIDO AO TEMPO
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Parece que tenho perdido a dose, o freio, o medo, o silêncio. Num processo de sentir tudo no qual o que fica é só o vazio do nada sentir. Quando muito se tem nada quer. Eu não quero nada, pois estou farta de tudo... Tudo o que me cerca. Tudo me parece velho e desinteressante. Ando precisando do novo, do desconhecido, do frio na barriga, do contato em carne viva. Consegui me desvencilhar das amarras que me prendiam. Mas mesmo solta não quero a liberdade. Quero me prender em alguém. Quero que alguém se prenda a mim. Mas é tudo tão velho e desinteressante.
-=Þëqµëñä Þö놡zä=-
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
PARTE DO TODO
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
NO ENCONTRO DA ESCRITA

sábado, 11 de outubro de 2008
OUTRO VOCÊ
Já perdi as contas de quantas bocas beijei para encontrar a sua. Me entreguei a vários amores sempre comparando ao nosso. Todo fim não me torturou tanto, pois nenhum foi igual ao que você deu a nossa história. Todos amores que tive terminaram no relâmpago da descoberta de que nenhum seria igual a você. Muitos beijos. Muitos abraços. Muitas carícias. Tudo isso em busca do seu toque, do seu beijo, do seu abraço. Uma busca em vão. Ninguém tinha o seu cheiro, nem chegava perto do seu tom de voz ao meu ouvido. Até descobrir que eu nunca gostei de você de verdade. Que nunca procurei você nos outros rapazes. Eu estava sempre em busca da idéia de alguém que não me quis por inteira. Estava em busca da forma desse alguém e era preciso que dessa vez ele me quisesse pra que esse “carma” fosse superado. E houveram muitos que foram como você. Houveram muitos melhores que você. Porém todos me quiseram. E no instante da confirmação do querer eu perdia a imagem de você nele. Tudo era desinteressante e eu ia em busca de um outro você. domingo, 28 de setembro de 2008
Constantemente me pego a pensar o que pensam os outros sobre mim.Quem nunca quis saber a imagem que passa...
Algo mais do que apenas olhar no espelho toda manhã.
A gente precisa sempre de um algo mais
Seja pra acreditar mais em nós
Seja pra inflar ainda mais o nosso ego
Seja pra nos decepcionarmos diante da imagem vista pelos outros.
Às vezes não sei se passo a imagem certa
Às vezes não sei se tenho sido o que realmente quero ser
É um devir constante que ás vezes me soa falso (que me perdoe os “devirnianos”)
Sei lá sei lá
Eu queria ser mais, sem medo do exagero.
E às vezes até queria ser menos, sem medo da falta.
Queria ser eu sem condições
Sem objeções
Sem opiniões
Queria apenas ser eu sem comparações e parâmetros
O que mata é quando te vêem como reflexo de alguém
O que mata é quando te vêem imagem de alguém
Isso gera expectativas
Expectativas geram frustrações
Frustrar-se com algo autêntico
É impedi-lo de se expandir
É matar idéias
É matar a vivacidade da vida e das multiplicidades que ela gera
Eu quero ser eu sem condições
Quero expandir o ser que há em mim
Quero descobrir as possibilidades de ser
Então olhe pra mim e não veja nada
Olhe pra mim e anule idéias e conceitos
Olhe pra mim e me veja como um campo seco que floresceu e frutificou
E tente colher meus frutos como se fosse algo inexistente em qualquer outro campo da face da terra.
Saboreie-me.
Desfrute-me.
E se depois disso mesmo assim não aprovar
Apenas me permita alimentar outras pessoas.
-=Þëqµëñä Þö놡zä=-








