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domingo, 22 de agosto de 2010
PESTE

Eu não consigo mais lidar com nossa frágil relação. Deixar meus sentimentos numa gangorra não é a espécie de brincadeira que mais curto. Quando eu pareço tentar trazer as coisas pra direção certa, você vem e desanda com tudo. Eu sou de carne, do tipo que tem muito sangue que corre e que sangra. As coisas ainda estão vivas aqui. Então, porque você insiste em ser a bactéria mais danosa que alimenta a pior peste em mim?
DESSAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE TEM NOS DOMINADO
É como se não fosse nada. Não fosse eu. Não fosse você. Fossem talvez essas circunstâncias da vida. Essas coisas que nos escapa. Talvez fosse esse entre. Talvez nada. Talvez a gente nem chegue a saber de onde começou e onde isso tudo quer chegar. Mas até quando a gente vai deixar todas essas circunstâncias vazias dominarem nossa história?
sábado, 21 de agosto de 2010
DESSES NOSSOS SILÊNCIOS

Voltamos então a esse ponto vazio de sentimentos equilibrados que quando um pende para um lado o outro pende no sentido contrário. Em contenção. Aprisionamos nossos sentidos. E entre sorrisos abobados fingimos nunca termos trocado de pele. Porque uma parte tua me cabe e uma parte minha pertence a você. É isso que nosso silêncio tenta esconder e acaba gritando pelos nossos olhos.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
DO VENTO QUE PASSA
domingo, 15 de agosto de 2010
QUANDO PERCO O AR E ME SINTO VIVA
Eu quero beijar teus lábios. Enquanto arranco tua pele bem levemente. Você puxa meu cabelo e me joga bruscamente contra a parede. Emito um susurro de dor-prazer. Arranhões. Línguas. Mãos. Beijos. Susurros. Gemidos. Amassos. Agarros. A gente se enrosca. Você me puxa pra perto. Olha nos meus olhos. Eu languida de prazer olho seus lábios. Você sorri daquele jeito de canto de boca. Me arrepio. Avanço. Te alastro e me adentro em você. Nos despimos de nossas vestes de pudores. Sem medo. Perdemos o ar. Nos enchemos de vida. Paramos de respirar e mesmo assim é como se nunca tivéssemos nos sentido mais vivos. Deitados no chão com sorriso abobado na cara olhamos para o teto. Rimos. Rimos muito.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
DO MEU SILÊNCIO
sábado, 7 de agosto de 2010
DA MINHA SEGURANÇA INSEGURA [2]

É essa insegurança que me consome. Essa mesma insegurança que vejo tão segura em você. E é toda a contradição que me faz me manter segura numa insegurança frágil, caindo aos pedaços. Fico me segurando em cordas presas no ar. Fica sempre essa sensação de estar caindo. Eu não sei onde. Mas sinto que não tem nada lá pra me segurar.
"(...) Duvide de minha alegria.
Duvide de minha indiferença.
Estou rindo com o vidro na boca.
Faço o vidro virar dente.
O que mastigo se acostuma.
Mas não é o que sinto."
(Fabrício Carpinejar)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
MEDO

Sentados lado a lado num banco de uma praça qualquer você me perguntou:
- Por que sumir assim? O que aconteceu?
- Tá tudo estranho você não acha?
- Como assim?
- Sei lá. O céu tá mais azul. O sol nasce sorrindo todos os dias. Os pássaros cantam na minha janela.
- É... (com um riso no rosto)
- Eu não tô acostumada com dias assim.
- Mas, não entendo, foi por isso que você sumiu?
- Quase.
- Quase o que?
- É difícil dizer.
- Se não disser nunca vai se tornar fácil.
- É que... eu tenho medo
- Medo de quê?
- Medo de me acostumar com esses dias. E se algo der errado e os dias voltarem a ser escuros e sem barulho nenhum?
"Medo de se apaixonar Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente.[...]"
(Fabrício Carpinejar)
FIRME NO VENTO
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
DA MINHA INSANIDADE CONTROLADA
Desse tempo que fiquei sozinha. Calada. Sentindo. Queria escrever e falar sobre. Mas não consigo expressar. Durante esse tempo uma coisa ficou clara pra mim. Até a minha insanidade eu tento controlar. Tem hora e local pra começar e terminar. Eu controlo e planejo meus momentos de surto. Se ao menos a minha loucura fosse verdadeira.
"Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.
Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicômio sem manicômio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos.
Estou assim..."
(Álvaro de Campos)
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
DA MINHA ESPERA [3]

Ela não sabia. Ela sentava na cadeira de balanço em frente a janela do seu quarto e ficava olhando pro lado de fora. Os campos verdes cheios de trilhas que o atravessavam. Era um tipo de espera do nada. Ela esperava tímida e ansiosamente como se seu destino fosse invadir sua porta. Ela não era dada a muito esforço e exposição.
sábado, 31 de julho de 2010
FACE SEM ROSTO
SEM EXCEÇÕES
DA TUA IMAGEM [2]

Sabe quando a gente descobre uma coisa da pessoa e a imagem dela se despedaça na nossa frente e não cria outra forma?
Você se esfacelou bem na minha frente. E eu preciso de espaço pra recompor algo novo.
Não sei qual lugar você vai passar a ocupar na minha cabeceira.
Você se esfacelou bem na minha frente. E eu preciso de espaço pra recompor algo novo.
Não sei qual lugar você vai passar a ocupar na minha cabeceira.
"Mesmo assim eu não esquecia dele. Em parte porque seria impossível esquecê-lo, em parte também, principalmente, porque não desejava isso.
É verdade, eu o amava."
É verdade, eu o amava."
(Caio Fernando Abreu)
quarta-feira, 28 de julho de 2010
DA TUA IMAGEM

A cena fica se repetindo na minha cabeça como um filme. E eu não quero te ver, por enquanto. Porque aí que ela vai maximizar bem na minha frente. Eu vou olhar pra você e lembrar. E eu não quero olhar pra você através dessa lente embaçada que diz mais de você do que você me diz. Eu quero ver o que você me mostra, mesmo já sabendo o que você me esconde.
"Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro."
(Caio Fernando Abreu)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
QUANDO ME ATREVI A TE AMAR

Eu não sei dizer. Mas é um vazio. Uma sensação de que falta. Esse nó na garganta e um enjôo terrível. Vontade de te ter do lado não menos que pra sempre. De ligar pra saber como você tá e ficar em silêncio só ouvindo sua respiração. Acho que eu to ficando maluca sei lá. E quando eu estou com você tua presença me sufoca. É como se eu não pudesse falar. Não soubesse as palavras. Quando a amizade vai se transformando em amor a gente vai perdendo a espontaneidade. É preciso reconstruir a intimidade antes já feita.
"Portanto, diga: quero hoje estragar nossa amizade (...).
Estrague fundo, o amor pode estar recolhido nela. (...)
Eu não vou ficar esperando alguém me salvar.
Eu mesmo me salvo.
Eu mesmo me arrumo para a loucura."
(Fernando Carpinejar)
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
DE QUANDO NOS ESCONDEMOS
É de aconchego que falo. De um canto pra recostar a cabeça sem medo de mostrar que eu preciso. Eu não queria ter medo de dizer que preciso de você. Mas essa coisa de precisar me faz me sentir tão frágil. Tão em pedaços. Tão cheia de buracos. Eu sempre escondi todas as minhas fraquezas e eu queria de verdade mostrá-las pra você, se você quiser. Mas entende? você tem que querer também. Enquanto eu não sentir que você também quer é como se a parte minha que te quer ficasse brecada nesse muro. Nesse muro que não me deixa ver além do que as coisas que estão expostas no varal. E tem tão pouco. Mas o que tem no varal também esconde o que está atrás dele. Então talvez seja hora de tirar o varal, quebrar o muro e me deixar chegar até aí. Chega de brigarmos pra decidir quem é dono do muro e quem tem o direito de quebrá-lo. Eu quero invadir seu mundo. Eu quero que você faça parte do meu mundo. Eu não quero mais brincar de tiro ao alvo. De uns tempos pra cá tenho sentido que o alvo é sempre eu. Ás vezes também me sinto o tiro que invade e bate contra o muro. Tiro que erra o alvo. Mas quase nunca me sinto como aquele por trás do tiro. Aquele que aperta o gatilho. Eu queria dominar o jogo de vez em quando. Mas eu perdi o controle sobre mim quando te descobri parte do que sou.terça-feira, 20 de julho de 2010
I CAN´T TAKE MY EYES OFF YOU

Ela gostava de olhar pra ele, quando ele não estava olhando pra ela. Ela gostava de vê-lo distraído. Ela gostava dele solto, daquele tipo de tesouro que a gente deixa livre e fica de longe admirando. Ele é do tipo bom de se olhar.
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Fiquei olhando pra você o dia todo com sorriso no rosto. Queria que fosse sempre assim. Nessa paz. Tempo bom.
Você sorria de um jeito diferente. Daquele tipo de sorriso secreto. Mas era tão secreto que nem você entendia. Era só meu.
Você sorria de um jeito diferente. Daquele tipo de sorriso secreto. Mas era tão secreto que nem você entendia. Era só meu.
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E eu não conseguia parar de te olhar. Ver cada movimento seu. De como pisca os olhos. Vira o rosto. Franze a testa. Desse olhar compenetrado. E daquele sorriso pronto pra abrir. Fiquei te olhando e eu não queria mais nada então.
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domingo, 18 de julho de 2010
DOS NOSSOS MEDOS E FERIDAS

Eu pensei que ainda fosse de manhã. Mas já era noite e você havia partido deixando apenas lembranças e marcas cravadas em mim. Mas ainda assim parecia dia. O mundo irradiava uma luz de novos tempos. Tempos bons. Mas andava tudo tão estranho. As coisas pareciam fora do lugar, sei lá. Não dava nem para saber ao certo o que dizer. Estávamos ali fazendo nossos respectivos papéis que nos pareciam tão gastos e incoerentes. E não conseguíamos respeitar o script, muito menos transgredi-lo a maneira que nós desejávamos. Fomos embora e ficamos separados por uma parede fina que durante a noite ouvíamos a respiração um do outro. Respiração essa que fazia pulsar as batidas de nossos corações em sintonia. Então em que corpo me tomo? Ganhei outras estruturas e novas formas dentro de mim. Sou outra e esse estranhamento me detém de tanto. Eu já não sei. Você também não, talvez! Eu vejo sua dúvida, mas ela ainda é tamponada com a casca da ferida de uma dor fresca que ainda exala pus. Eu tenho medo de que seja contagioso. Tenho medo que tuas feridas revelem as minhas. Tenho medo de novas feridas. Tenho medo de tanta coisa e isso é só mais uma de todas elas. Ontem? Hoje? Não foi nada e mesmo assim foi tudo. Foi quase experiência de como seria se assim fosse. Se colocássemos nossa cara a tapa e fazer valer. Mas tuas feridas ainda estão doloridas demais e eu não quero ser somente aquela que trata das feridas. Eu quero mais. E eu não consigo tratar das suas feridas porque toda vez que você fala dela é uma agressão a mim. E toda vez que ouço e percebo que você ainda gosta dela me faz ter mais medo. Eu prefiro não ouvir. Prefiro não saber. Essa parte egoísta de mim me impede de ser mais tua. E eu não sei como deixá-la de lado. Tenho me esforçado, mas nunca é o bastante. Aquela velha história das medidas que eu não sei. O muito parece pouco e o pouco parece nada. Talvez no fundo eu não queira só te salvar, mas também ser salva. E alguma coisa ainda me faz sentir que você não está pronto pra tudo isso.
"Eu vou ficar calada, um tempo enorme só olhando você sem dizer nada, só olhando e pensando, meu Deus, mas como você me dói de vez em quando."
Caio Fernando Abreu
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Versos Fragmentados

“Não quero deixar passar tudo de novo. Como pode ser? Como é possível que não fiz nada? Há vinte e cinco anos que me pergunto e há vinte e cinco anos que respondo a mim mesmo: foi outra vida, já passou. Não pergunte, não pense. Não foi outra vida, foi esta. É esta. Agora que entendi tudo, como se faz para viver uma vida vazia? Como se faz para viver uma vida cheia de “nada”?”
Fala de Benjamin Espósito no filme "O segredo de seus olhos"
terça-feira, 6 de julho de 2010
DESSA MINHA FALTA

Sou esse ser vazado a procura de rolhas que tamponem meus buracos. Mas encontrar a medida exata pros meus vazios tem sido uma busca árdua e cheia de nadas. Ora a rolha é frouxa, ora é apertada. E fico assim sem querer o que me deixa solta e o que me sufoca. Porque dos dois jeitos me falta ar, me falta essa coisa que eu não sei o nome. Me falta sempre e parece não haver nada que preencha essa falta de não ter. Esse lugar que me posiciono parecendo sempre estar em desvantagem, mesmo que passe o ar de ter toda a vantagem do mundo. Me faltam pernas, braços, mais corpo, mais olhos, mais ouvidos, mais coração. Me faltam mais vidas pra não temer de viver essa vida aqui. Me falta voz. Me falta silêncio. Me falta ar. Meu suspiro é sufoco de não entender nada mesmo tendo todas as respostas que preciso agora.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
DA MINHA SEGURANÇA INSEGURA

Ás vezes pareço não querer ouvir o que mais quero ouvir. Quando soa claro aos meus ouvido me recuso e desvio. Mais fácil lidar com a fantasia do que com o real bem diante de mim. Então estremeço e enrijeço. Fico sã e louca ao mesmo tempo. Numa espécie de vertigem em que me passam filminhos breves do que poderia ser a cada resposta que poderia dar. E daria se não achasse mais cômodo e viável à minha inabalável segurança de ficar em silêncio. Num breve sorriso tímido petrifico. Gélida e sem ar sufoco em desejo reprimido. Em fala que se cala em calos dolorosos.
Não me fale em ser, porque de alguma forma estou sendo. No futuro, mas sempre presentificado no desejo de o ser. Mas quem nunca teve desses momentos que nos imobilizam? O que eu digo nunca é o que realmente quero dizer, mas de alguma forma os digo. O que quero dizer com isso? Me ajude?! Faça o trabalho duro por mim. Faça todo o resto do caminho por mim. Porque se eu tiver que fazer e voltar de mãos vazias eu não sei se conseguirei voltar inteira. Eu não sei perder. Ficar em desvantagem. A segurança do estático me é extremamente confortável. Fico aqui então fingindo que nada disso me afeta. Ruminando pensamentos premeditadamente calculados. Como se tivesse algum tipo de controle sobre tudo isso que me acontece. E de alguma forma tenho mesmo, só que não todo o controle. E esse faxo que me escapa é justamente aquele que vivo a perseguir e me faz me perder de todo o resto.
Não me fale em ser, porque de alguma forma estou sendo. No futuro, mas sempre presentificado no desejo de o ser. Mas quem nunca teve desses momentos que nos imobilizam? O que eu digo nunca é o que realmente quero dizer, mas de alguma forma os digo. O que quero dizer com isso? Me ajude?! Faça o trabalho duro por mim. Faça todo o resto do caminho por mim. Porque se eu tiver que fazer e voltar de mãos vazias eu não sei se conseguirei voltar inteira. Eu não sei perder. Ficar em desvantagem. A segurança do estático me é extremamente confortável. Fico aqui então fingindo que nada disso me afeta. Ruminando pensamentos premeditadamente calculados. Como se tivesse algum tipo de controle sobre tudo isso que me acontece. E de alguma forma tenho mesmo, só que não todo o controle. E esse faxo que me escapa é justamente aquele que vivo a perseguir e me faz me perder de todo o resto.
sábado, 3 de julho de 2010
DESSE MEU NADA

Desse nada
Desse vazio
E fico tentando me perguntar o que eu quero
Parece que nada pode preencher esse nada que me habita.
Queria então poder parar o tempo pra ele me acompanhar.
Queria apertar stop em todas as coisas pra assim torná-las compatíveis a mim
Eu queria as coisas bem do meu jeito
Bem na minha hora
Esse meu relógio que insiste em mostrar os ponteiros sempre na mesma posição
A ampulheta do meu tempo entupiu
E eu só queria não ter que encarar isso tudo ao meu redor.
Queria ir pra longe onde ninguém me conheça e talvez recomeçar.
Ou talvez partir desse ponto em que me encontro
Continuar só que em outras ruas... outras estradas.
Isso tudo aqui já deu pra mim.
Desse vazio
E fico tentando me perguntar o que eu quero
Parece que nada pode preencher esse nada que me habita.
Queria então poder parar o tempo pra ele me acompanhar.
Queria apertar stop em todas as coisas pra assim torná-las compatíveis a mim
Eu queria as coisas bem do meu jeito
Bem na minha hora
Esse meu relógio que insiste em mostrar os ponteiros sempre na mesma posição
A ampulheta do meu tempo entupiu
E eu só queria não ter que encarar isso tudo ao meu redor.
Queria ir pra longe onde ninguém me conheça e talvez recomeçar.
Ou talvez partir desse ponto em que me encontro
Continuar só que em outras ruas... outras estradas.
Isso tudo aqui já deu pra mim.
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