
Mas que sentido quero dar? Eu não quero dar é sentido nenhum. To deixando vir. Deixando brotar. Sentido sei não. Não sei sentir. Sente quem tem tempo pra parar. Eu tenho pressa. Corro sem firmar os pés no chão.





“Fico me perdendo em páginas de diários, em pensamentos e temores, e o tempo vai passando. Covardia é uma palavra feia. Receio de enfrentar a vida cara a cara. Descobri que não me busco ou, se me busco, é sem vontade nenhuma de me achar, mudando o caminho cada vez que percebo uma luz. Fuga, o tempo todo fuga, intercalada por períodos de reconhecimento”
(Caio Fernando Abreu)

Me sinto tal qual aquela adolescente de 15 anos que descobriu o que é estar apaixonada. E toda vez que ela toma conta de mim eu faço ela se afastar. As recordações que ela me traz é de um tempo que eu era melancólica. Em alguns anos seguintes a cena ensaiava se repetir, mas uma parte de mim mais madura e racional quer a adolescente longe. Acho que esse é o momento que eu deixei a adolescente de 15 anos em mim enaltecer mais. A história com traços semelhantes se repetem. Mas ainda assim, a minha racionalidade fria me impede de fazer com que as duas em mim coexistam. Elas estão aqui, mas meu lado racional tende a prevalecer. Eu queria um pouco mais da loucura e passionalidade daquela garota de 15 anos. Que sente, que fala, que se mostra. 

