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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

PERDENDO O RUMO



Todas as suas veias faziam teu sangue seguir um percurso certo. Vez em quando alguns fluidos fugiam seu caminho. Outros até paravam. Alguns mais lentos. Outros velozes. Faziam teu corpo pulsar de uma forma particular. Até o dia que o encontrou. Era como se tudo perdesse o rumo e andasse ao contrário. Teu sangue perdeu-se de tuas veias. Tua respiração mudou o pulso. A vida passou a andar vagarosamente depressa demais.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ENQUANTO NÃO ME OCUPO DE MIM


Me perco então é na vontade. E não peço licença, nem perdão do que me invade. Atravesso todo buraco do outro pra não me ocupar dos próprios buracos meus. Enquanto isso deixo vazar tudo aquilo que não se contém em mim, em formas erradas, ou tão certas que causam estranhamento com todo o resto do que tento sustentar.

domingo, 21 de novembro de 2010

NOSSA CANTIGA DE ADEUS












Teu olhos não entendiam o porquê de meu corpo te dizer uma coisa e minha boca entonar outra. Antes de te cantar a cantiga de adeus não te ensinei a dançar teus passos. Acho que eu não sabia direito quais passos seguir. Talvez essa seja a causa da imprecisão do meu canto com teu passo.

sábado, 20 de novembro de 2010

PRA ME FAZER SEGUIR


Aquela garota aprendeu que crescer exige de nós resistência para alegrias maiores, amores maiores e dores maiores. Que todo lado bom carrega em si um sofrimento que precisa ser superado. E é vivendo sua própria vida que ela encontrará formas de ir adiante. Tem que jogar o jogo e apostar alto que um dia as coisas chegam com tudo. Arrombam a porta da frente e nos fazem aprender outra língua. Nos fazem redesenhar o mapa do tesouro. Desbravar outros mundos. Quem sabe até fincar raízes em algum lugar seguro.

SOBRE A VIDA


Cansei de brincar de bolinhas de sabão.