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quarta-feira, 17 de março de 2010

AINDA SOBRE INVENÇÕES DA VIDA...


A gente inventa de que pode fazer tudo. Vai lá delineia caminhos que parecem espaços vagos onde se pode caminhar. Até o banho da realidade mostrar que o caminho na verdade são, no plural em sentido e significado, caminhos e que eles se cruzam e as linhas desses caminhos que pareciam retas na verdade são curvas diversas que se transpassam e perpassam e optar por uma delas é condição para se seguir. Ás vezes dá pra se voltar de hora em hora. Brincar de passear pelas ruas no meio do seu tempo vago preenchido de compromissos comprometidos com você. Então não sei, viro, desviro, dobro, desdobro as esquinas pra tentar estar em todos os lugares um pouco de cada vez. Compartilhar. Me partilhar. Me partir. Entre caminhos me sinto muito mais em partidas que em chegadas me percebo como não inteira naquilo que faço. Então que fiz? Brinquei de dançar apenas? Me dizem que não posso dançar todas as músicas na mesma hora. Preciso escolher uma de cada vez, ao seu tempo, não no meu tempo. Com meu tempo que me falta dentro do seu tempo. E que tempo? Onde está esse tal tempo para que nós possamos negociar minhas horas?

"Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára..."
(Lenine)

5 comentários:

mais amor, por favor. disse...

Que tempo torto esse. Passa sempre tão assim...Tão tempo.
Adorei o texto, mais uma vez parabéns! Beijos

Priscila Rôde disse...

Ele corre e continuamos perdidos! :S

Carolina disse...

O tempo é mestre supremo. Está sempre por aqui, mas raramento conseguimos enxergá-lo.
(:


Beijos!

Su disse...

Temos a mania de querer fazer e ter tudo ao mesmo tempo... e esquecemos de desfrutar cada momento em toda a sua intensidade...

bjos!

mais amor, por favor. disse...

Pena não ter nada novo aqui.
Obrigada por ter passado lá.
Tem post novo, beijos :*