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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

SOBRE O QUE SE ESVAI

Vejo você escorrer entre meus dedos e sinto que estou te perdendo. Me vejo fraca e sem forças pra lutar. Na verdade nem sei se quero essa tal luta. Comprar briga por algo que já nem sei se quero mais pra mim. Talvez por isso deixei nosso amor dissolver. De sólido ficou líquido. Agora está a ponto de evaporar. Tenho medo do nada. Tenho medo de depois do tudo que vivemos reste só o vazio do não ter. Do não se querer. Do não lembrar porque um dia estivemos juntos. Nos reste apenas as não lembranças de fatos que vivemos. Do que um dia prometemos ser pra sempre. Do que hoje talvez não nos reste nem passado na lembrança.

-=Þëqµëñä Þö놡zä=-

4 comentários:

Kuriozza disse...

Não gosto nem de imginar como será sentir o desapego.

Sensação horrível..

=/

mateo disse...

Deixou-me um sabor amargo e "intenso"!
Beijos.

Monday disse...

apenas uma fase, menina, normal após a intensidade vivida ... passados nunca se apagam, mesmo que pensemos ser possível ...

Emerson Souza disse...

Bonito texto.
A vida é cíclica mesmo, por isso o ideal é viver intensamente, pq pelo menos as lembranças são eternas.

"Embora o amor seja, como a fumaça, algo que você nota, você sente, que você até vê mas não consegue pegar, ele exerce um controle invisível de proporções inimagináveis. Ele tem um poder de transformação nunca antes registrado. Ele impregna de uma forma tão intensa que na próxima vida você ainda vai trazer o cheiro dele nas roupas."


Emerson Souza