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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

ESCULTURAS DE GELO

Corpos frios e gelados é o que temos sido
Olhares frígidos sem expressão de afetos calorosos
Palavras de conveniência
Comentários inexpressivos
Morte em vida a dois
Uma espécie de contrato inquebrável
Nos parece impossível um adeus
Mesmo que a dor desse adeus seja menos danosa à que sentimos agora
Universo sem graça que criamos pra nós
O costume cristaliza corpos
Pára o mundo
Petrifica o tempo
Nos separar é como se nos quebrássemos em vários cacos
É morrer
Mata-se o que já está morto pra buscar vida
Reunir os cacos e buscar ressurgir
Reiventar-se buscando não o que se foi mas algo de novo
Entender que os cacos não precisam ser colocados nos mesmo lugares
Permitir buracos em busca de completude
Se dar novas formas
Se refazer
Se recriar

Num processo autopoiético

-=Þëqµëñä Þö놡zä=-


6 comentários:

Bárbarela disse...

seuper se encaixa!

é dificil sair ficamos presos a migalhas de amor!
no Universo sem graça que criamos pra nós
O costume cristaliza corpos.

nosso texto super se encaixa!! um completa o outro!

verdade a cada dia que passa e a cada poema que escrevemos também vejo o quanto que somos parecidas e isso me deixa muito feliz.

beijo gingiolinaa teamo amiga!

Ígor Andrade disse...

Me lembrou um livro que li...
Abraço!

Monday disse...

pequena menina dos versos

bonita forma de dizer que o mundo não para, mesmo quando tudo está aparentemente perfeito ... é sempre melhor empurrar carro em movimento do que tirar da inércia um que esteja parado ...
mas nunca é tarde, ao menos pra tentar ...

boas festas pra ti, pequena

bjks

Dallas Diego disse...

Ola , queria avisar-lhe que você esta concorrendo ao premio Melhor Texto 2008.

Passa lah no Escritos!

ABraços!!

Feliz Natal!!

Su disse...

recriando-se sempre!

lindo!

bjosss!!!

mateo disse...

Mais dia menos dia... só há cacos!
Um beijo.