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sábado, 17 de abril de 2010

DE NOVO













No meio dessa história fico pensando que talvez eu acabe perdendo espaço junto com meu passo.
Não sei se é aparência ou realidade.
Não sei qual confusão me confundiu.
Me sinto frágil como se me quebrasse a cada momento de novo... de novo... de novo...
Mas não vejo nada de novo.
Sempre velhas formas revestidas de novo... de novo... de novo...
E eu sempre tão velha e passada, com palavras já gastas e usadas.
Meu discurso já não cabe em mim.
Invento apenas novos arranjos desarranjados.
Me causam incomodo e ânsia de vômito.
Me falta fome de seguir e procurar mais do que me alimentar.
Sempre de barriga cheia, satisfeita, sentada a espreita.
Esperando de novo... de novo... de novo...
Preciso trocar os sentidos.
Tenho andado ao contrário do avesso que poderia ir ser tido.




"E você continua indo embora, e eu continuo ficando, vendo você levar partes de mim que antes eu nem sentia falta. "
[Tati Bernardi]

3 comentários:

Mikaele Tavares disse...

Adorei esta parte:
"Sempre velhas formas revestidas de novo... de novo... de novo...
E eu sempre tão velha e passada, com palavras já gastas e usadas.
Meu discurso já não cabe em mim.
Invento apenas novos arranjos desarranjados"

Tentamos disfarças coisas que não cabe mais na gente..

Beijosss

Marie disse...

E eu que quero sempre o novo. De novo, de novo e de novo.
Suas palavras sempre me deixam a refletir...

Pensamento e Fumaça disse...

Moça!!
Tenho te acompanhado muito...ler seus borbulhos é muito bom...
Gosto de como você se entrega...dos excessos, das metades, das metades inteiras e das infinitas formas e reformas que fazes nos sentimentos que transbordam.
Um grande beijo!
Mell