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quarta-feira, 26 de maio de 2010

DE UMA ENTREGA



Nem sei o que foi aquele momento vão de me encontrar com o acaso. Pulei. Cai de pára-quedas sem controle de onde parar. Tinha solo firme. Mata íngreme. Mar revolto. Lagoa parada. Deixei o vento na sua direção com o tempo me guiar. Achei sinais que me faziam desistir e querer pegar o controle. Mas não peguei. Minhas mãos vacilavam procurando o encontro do poder absoluto sob o que estava fazendo. Mas continuei firme. Resisti às recaídas e me entreguei mais uma vez a corrente. Caí no deserto. E diante da seca, sem ter me prevenido do que estava por vir.... morri. Na seca morri afogada em meus pensamentos.

4 comentários:

Pensamento e Fumaça disse...

Menina...

Viver neste salto é a coisa mais deliciosa que existe...
Lindo texto!!

Espero que se disponha a saltar cada vez mais alto...

Apareçe lá no msn qualquer hora para tomarmos um café....

Um carinho!
Mell

Fabricante de Sonhos disse...

Morrer as vezes é necessário, para que a gente possa experimentar o renascimento...
Se perder de sí mesmo, é o que leva muitas vezes ao auto conhecimento... Pode doer na hora. Mas depois, a gente percebe o bem que fez...

Lindo, como sempre, menina linda!

Um beijo enorme nesse coração bonito!

Milla

Por que você faz poema? disse...

Sempre me perco nos meus pensamentos, sempre me encontro nos meus acasos.

Celso Andrade disse...

Pensamentos são como buracos negro...

Confesso que esperei outro final.
Tudo belo por aqui!

beijo grande!